25. Jul, 2015

Lei restringe espaço reservado às torcidas organizadas nos estádios de SP14

governo de São Paulo publicou no Diário Oficial desta sexta-feira uma lei ligada à segurança e ao conforto dos torcedores nas partidas disputadas no Estado. Entre elas estão algumas medidas voltadas às torcidas organizadas, como a restrição do espaço destinado a elas nos estádios.

Segundo a lei, as áreas reservadas às torcidas organizadas não excederão a 20% da capacidade total. Além disso, os torcedores terão um lugar fixo nos estádios. "As torcidas organizadas de times adversários ficarão postadas, preferencialmente, atrás das metas, e sempre em áreas opostas", diz o texto.

Os membros dos grupos também devem chegar aos locais dos jogos em horário diferenciado para que, de acordo com a determinação, não haja encontro com o público em geral e com a torcida organizada do time adversário.

A lei também traz determinações ligadas à organização em geral. Todas as cadeiras dos estádios e os ingressos, por exemplo, precisam estar numerados. Caso isso não ocorra, o torcedor poderá pedir a restituição imediata do valor pago pela entrada.

Os clubes também terão de seguir algumas determinações. Segundo o texto, as entidades esportivas que "permitirem, incentivarem ou colaborarem para a prática de ilícitos por seus torcedores, ou deixarem de coibi-los", serão penalizadas com multas e até com a suspensão de repasses de verbas públicas ou incentivos fiscais estaduais.
Do UOL, em São Paulo 24/07/201519h14

23. Jul, 2015

Desemprego nas metrópoles sobe a 6,9% em junho, maior taxa desde 2010

Com mais procura por emprego e demissões crescentes, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país subiu para 6,9% em junho, o sexto aumento consecutivo.

O dado veio em linha com o centro das estimativas de economistas consultados pela agência internacional Bloomberg, que também era de 6,9%.

Trata-se da maior taxa de desemprego desde julho de 2010 (6,9%). Em maio deste ano, o desemprego estava em 6,7%. Em junho de 2014, era de 4,8%.

Os dados foram divulgados pelo IBGE na manhã desta quinta-feira (23).
O mercado de trabalho tem sido pressionado por uma procura cada vez maior por emprego, num momento em que cresce o volume de demissões.

É um quadro bem diferente do visto no ano passado, quando as pessoas –especialmente os jovens– se apoiavam na renda familiar para ficar mais tempo longe do mercado.

Com o poder aquisitivo corroído pela inflação e pelos juros, mais brasileiros voltam a buscar emprego numa tentativa de recompor a renda de suas famílias.

Em junho, a população economicamente ativa cresceu em 224 mil pessoas na comparação ao mesmo mês de 2014, avanço de 0,9%, para 24,5 milhões de pessoas.

Vale lembrar que a população economicamente ativa é formada por pessoas com 10 anos ou mais de idade, empregadas ou buscando emprego. Quem não procura emprego não é considerado desocupado pelo IBGE.

A geração de vagas, contudo, não tem sido suficiente para absorver esse maior oferta de mão de obra.

Pelo contrário, o número de ocupados nas seis regiões metropolitanas encolheu em 298 mil na comparação a junho do ano passado, para 22,7 milhões de pessoas.

O saldo foi o aumento da população desempregada (desocupada) nas seis regiões em 522 mil pessoas. São agora 1,68 milhão de desocupados nas seis regiões, um aumento de 44,9% na comparação ao mesmo mês de 2014.

Para tentar conter as demissões, o governo anunciou o Programa de Proteção ao Emprego, que autoriza empresas a reduzir a jornada e o salário em até 30%.

Pelo programa, o governo paga a metade da renda que o trabalhador deixaria de receber.

RENDIMENTO

O rendimento real dos trabalhadores das seis regiões pesquisadas foi de R$ 2.149 em junho, queda de 2,9% na comparação ao mesmo mês de 2014.

Quando comparado a maio deste ano, houve aumento de 0,8%.

A menor renda real é explicada, em parte, pelo aumento da inflação, que corrói os salários. A piora da qualidade do emprego também está por trás do número.
O setor de "outros serviços" aparece, desta vez, como o que mais demitiu: foram 114 mil postos cortados na comparação entre junho deste ano e do ano passado.

Já o comércio cortou 95 mil vagas nessa comparação, uma queda de 2,2% no número de ocupados no setor (4,3 milhões). É ainda o que mais emprega.

Na indústria, as demissões somaram 20 mil em junho frente ao mesmo mês do ano passado, considerado estabilidade pelo IBGE.

O setor de educação, saúde e administração pública, por outro lado, foi o que mais contratou no período: 66 mil postos em junho frente ao mesmo mês do ano passado.

FORMALIZAÇÃO

Um dos motores da melhora da renda nos últimos anos, a formalização do trabalho continua se deteriorando na atual crise.

O número de empregados com carteira assinada no setor privado encolheu em 240 mil pessoas frente a junho do ano passado, queda de 2%, para 11,47 milhões.

23. Jul, 2015
23. Jul, 2015

Lula busca FHC para discutir crise e conter impeachment

DANIELA LIMA
DE SÃO PAULO
MARINA DIAS
DE BRASÍLIA
RICARDO BALTHAZAR
DE EDITOR DE PODER

23/07/2015 02h00




O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou amigos em comum a procurar seu antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso, e propor uma conversa entre os dois sobre a crise política. O objetivo imediato do movimento é conter as pressões pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Há cerca de duas semanas, amigos de Lula discutiram separadamente com ele e Fernando Henrique a possibilidade de um encontro dos dois. Os contatos ocorreram às vésperas de o ex-presidente viajar de férias para a Europa.

Lula disse a aliados que a conversa poderia ser por telefone e antes de Fernando Henrique viajar. O tucano preferiu deixar a definição de um eventual encontro para ser discutida depois que ele voltar ao Brasil, em agosto.

Não foi o primeiro gesto de Lula na direção da oposição. Em maio, ele encontrou o senador José Serra (PSDB-SP) na festa de um amigo comum e o chamou para uma conversa reservada. Lula derrotou Serra na eleição de 2002.

Lula tem mantido somente os aliados mais próximos informados sobre essas conversas, e só avisou que procuraria Fernando Henrique na véspera de autorizar os contatos com o antecessor.

A intenção do petista é buscar um conciliador na oposição para tentar dissipar, pelo menos dentro do PSDB, as forças que trabalham pelo impeachment da presidente.

A crise que envolve Dilma aprofundou-se nas últimas semanas, com o avanço das investigações sobre corrupção na Petrobras, a crise econômica e a rebeldia dos aliados do PT no Congresso.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa do Instituto Lula afirmou nesta quarta-feira (22) que o ex-presidente não tem interesse em conversar com Fernando Henrique nem soube de nenhum interesse da parte do antecessor.

Por e-mail, Fernando Henrique disse à Folha: "O presidente Lula tem meus telefones e não precisa de intermediários. Se desejar discutir objetivamente temas como a reforma política, sabe que estou disposto a contribuir democraticamente. Basta haver uma agenda clara e de conhecimento público."

Serra não quis confirmar o conteúdo da conversa que teve com Lula em maio, e disse apenas que não tem nenhum encontro marcado com ele.

As informações sobre a movimentação de Lula foram confirmadas à Folha por integrantes do Instituto Lula e políticos de três partidos. Para a assessoria de Lula, "relatos anônimos" servem apenas para alimentar "especulação".

A aliados com quem discutiu o assunto, Lula disse preferir uma conversa discreta com FHC. O petista tem procurado evitar que seus movimentos ampliem a radicalização do ambiente político.

Lula, que fez recentemente críticas ao modo como Dilma vem lidando com a crise, tem procurado agir como bombeiro e procurou líderes do PMDB, como o senador Renan Calheiros (AL), para conter os ânimos no Congresso.

O ex-presidente debateu com seus auxiliares durante meses a decisão de buscar reaproximação com os tucanos. Os petistas sabem que a radicalização da campanha presidencial do ano passado, em que Dilma atacou FHC, tornou mais difícil o diálogo com eles.

No PSDB, há dúvidas sobre a conveniência de uma conversa que tenha como tema a governabilidade de Dilma. Mesmo tucanos considerados moderados, que hoje são contra o impeachment, temem que um diálogo com o PT seja visto como conchavo e arranhe a imagem do partido.

23. Jul, 2015

Segundo mandato da petista Em seis meses, Dilma é alvo de 15 pedidos de impeachment na Câmara

Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília 23/07/201506h00

Nos seis primeiros meses do seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff (PT) já foi alvo de 15 pedidos de impeachment entregues à Câmara dos Deputados, o que equivale a uma média de 2,5 pedidos por mês. Mais da metade deles tem como base as revelações feitas pela operação Lava Jato, que investiga denúncias de corrupção na Petrobras. O número é pouco menor que os 17 pedidos de impeachment contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em oito anos de seus dois mandatos.

Em meio à crise política e econômica enfrentada pelo país, o impeachment da presidente Dilma voltou a ser colocado em pauta por parlamentares da oposição. Deputados e senadores oposicionistas afirmam que uma eventual rejeição das contas do governo de 2014 pelo TCU (Tribunal de Contas da União) ou a reprovação das contas da campanha à reeleição de Dilma pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) poderiam abrir caminho para que um pedido de impeachment fosse feito à Câmara.

Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2011, Dilma acumula 29 pedidos de afastamento na Câmara. Ainda faltando três anos e meio para terminar seu governo, Dilma ainda está atrás de seu antecessor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que foi alvo de 34 pedidos de afastamento.

Quando se somam os pedidos de impeachment que chegaram ao Senado, o cenário é: Lula em primeiro lugar, com 39 pedidos de impeachment (34 na Câmara e cinco no Senado); Dilma em segundo lugar, com 35 (29 na Câmara e seis no Senado); e FHC em terceiro com 23 pedidos de afastamento (17 na Câmara e seis no Senado). Dos 35 pedidos contra Dilma, 16 ainda estão "abertos", aguardando decisões da presidência da Câmara ou do Senado para continuarem a tramitar ou para serem rejeitados.

Dos 15 pedidos de impeachment que chegaram à Câmara dos Deputados neste ano contra Dilma, quatro já foram arquivados. Outros 11 ainda estão em "processamento", como o que foi impetrado pelo MBL (Movimento Brasil Livre), que segundo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), terá um parecer do departamento jurídico da Casa até meados de agosto. Na semana passada Cunha pediu que os autores dos pedidos "atualizassem" os processos para que eles possam tramitar na Casa.

O anúncio foi feito no mesmo dia em que Cunha anunciou seu rompimento político com o governo. A medida foi vista como uma retaliação ao governo depois que o consultor Júlio Camargo, um dos principais delatores da operação Lava Jato, disse em depoimento que pagou US$ 5 milhões em propina ao deputado. O presidente da Casa diz defender a tese de que atos supostamente cometidos em mandatos anteriores não poderiam ser alvo de um pedido de impeachment em um mandato seguinte.

Debate político
Para o deputado federal Izalci Ferreira (PSDB-DR), membro da CPI da Petrobras na Câmara, o número de pedidos de impeachment contra Dilma é resultado das revelações feitas pela operação Lava Jato, que investiga irregularidades em contratos da estatal.

"Eu acredito que [a causa] seja o número de irregularidades que são cometidas. As pessoas acabam tomando iniciativa de pedir o impeachment. Na prática, as pessoas se veem no direito de tentar fazer alguma coisa e, na minha opinião, há motivos de sobra para que ela seja afastada", diz o parlamentar.

Já o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (PT-AC), atribuiu o número de pedidos de impeachment contra a presidente Dilma à "campanha" orquestrada por partidos de oposição e por setores da mídia.

"Isso não nos preocupa. O que causa todos esses pedidos é essa campanha sórdida, violenta, macabra e que todo mundo vê. As pessoas assistem à TV e são induzidas a tomar uma atitude qualquer. É fruto desse ódio cujo grande mentor é o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Eles aproveitam que existe uma crise econômica para fazer isso. Se a economia estivesse indo bem, nada dessas coisas aconteceria", afirmou Sibá.

O impeachment é um processo de afastamento temporário do presidente da República previsto na legislação brasileira. Qualquer pessoa pode ingressar com um pedido junto ao Legislativo, mas ele precisa ser avaliado pela Câmara e pelo Senado.

16. Jul, 2015

Senado aprova MP do Futebol com regras mais brandas para clubes

Em uma versão que reduz punições aos clubes de futebol, o Congresso concluiu nesta segunda-feira (13) a votação da medida provisória que refinancia as dívidas fiscais dos clubes com a União. Aprovada pelo Senado, a MP estabelece contrapartidas para que eles possam quitar seus débitos, com regras de transparência e boa gestão, embora os deputados e senadores tenham suavizado as regras fixadas inicialmente no texto.

Os senadores não fizeram mudanças na versão aprovada pela Câmara, na semana passada. Agora, ela segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

A votação no Senado foi simbólica, sem o registro dos votos dos senadores. Alguns pediram para registrar os votos contrários à proposta, como os senadores Reguffe (PDT-DF) e Romário (PSB-RJ) –que não fez discurso contra a aprovação da medida provisória.

No acordo fechado no Congresso para garantir a aprovação da MP, o governo conseguiu manter a exigência de contrapartidas para refinanciar as dívidas dos clubes, mas teve que beneficiar federações e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

Pressionados pela "bancada da bola" e pela CBF, os deputados e senadores retiraram a obrigatoriedade de extinção do déficit financeiro dos clubes até 2021. Eles ficam autorizados a ter até 5% de déficit a partir de 2019. O percentual tem que chegar em 10% a partir de janeiro de 2017, reduzindo gradualmente até os 5%.

Na versão inicial, a MP determinava a redução para zero de déficit a partir de 2021. A exceção vale para clubes com faturamento anual inferior a R$ 5,4 milhões, que não precisarão cumprir as medidas de redução de déficit.

A MP mantém a taxa Selic (taxa básica de juros) para corrigir o parcelamento das dívidas dos clubes.

"Não estão anistiando os clubes, que vão pagar seus débitos em 240 meses, de acordo com a taxa Selic. O governo não recebe hoje nada dos clubes. O mais importante dessa MP que veio para salvar os clubes de futebol é a responsabilidade que estão dando em cima dos dirigentes por gestão temerária", disse o senador Zezé Perrella (PDT-MG), que foi presidente do Cruzeiro.

Os clubes também terão 240 meses para parcelar suas dívidas, apresentando suas Certidões Negativas de Débitos para poder participar de campeonatos oficiais, sob pena de rebaixamento para a série inferior. No entanto, só serão punidos quando o processo sobre a emissão da CND chegar à Justiça.

Durante a discussão da MP, os deputados reduziram os descontos que serão aplicados nos juros e multas do dinheiro a ser parcelado. Ficou mantido o abatimento de 100% dos encargos legais para as entidades esportivas que aderirem ao programa de refinanciamento da MP.

A MP determina que todos os clubes limitem em 80% de sua receita bruta os gastos com a folha de futebol profissional. Inicialmente, o valor era de 70%, garantindo maiores valores para outras modalidades ou futebol feminino –mas uma pressão de congressistas ligados à CBF conseguiu alterar o texto.

A partir de janeiro de 2016, o clube terá de se adequar a outras exigências, como não gastar mais de 80% da receita bruta anual com direitos de imagem. Também a partir de 2016, o clube deverá manter investimentos mínimos na formação de atletas e no futebol feminino.

ELEIÇÕES

Também foi retirada do texto a inclusão de novos critérios para a formação do colégio eleitoral nas eleições das 27 federações estaduais de futebol -o que poderia "democratizar" a escolha dos dirigentes.

O texto incluiu 20 times da série B na votação para a eleição da cúpula da CBF. Atualmente, apenas as federações e os clubes da Série A podem votar.

Os mandatos dos presidentes serão limitados a quatro anos, com a possibilidade de uma única reeleição. Essa modificação terá que ser incluída nos estatutos dos clubes e das entidades. Os mandatos com prazo definido são uma das regras de "transparência" fixadas pela MP para que o clube se mantenha no Profut (Programa de Modernização do Futebol Brasileiro), criado pela medida –que prevê o refinanciamento das dívidas.

Há outras como autonomia do conselho fiscal do clube, regularidade das obrigações trabalhistas e tributárias federais e pagamento em dia dos salários e outras obrigações contratuais com os atletas, inclusive direito de imagem.

Foi retirada da MP a transformação da seleção brasileira de futebol em patrimônio cultural, o que permitiria o Ministério Público acompanhar a gestão e investigar a CBF, entidade responsável pela seleção.

A medida aprovada pelo Congresso cria duas loterias para beneficiar os clubes, além da Timemania, que já existe. As premiações das três loterias ficam isentas do pagamento de Imposto de Renda e sua exploração pode ser concedida à iniciativa privada.

16. Jul, 2015

Prefeitura de SP diminui o ritmo de limpeza de bueiros na cidade

STEPHANE SENA
ALINE MAZZO
DO "AGORA"

16/07/2015 02h00

O ritmo de limpeza dos 440.502 bueiros da capital paulista caiu nos últimos anos. Dados obtidos pelo "Agora" por meio da Lei de Acesso à Informação mostram que, comparando os cinco primeiros meses de 2013 ao mesmo período de 2015, houve uma queda de 13,7% nas limpezas.

Entre janeiro e maio de 2013, primeiro ano de gestão do prefeito Fernando Haddad (PT), foram realizadas 440.239 limpezas de bueiro. Em 2014, também nos cinco primeiros meses, o número caiu para 402.901. E no mesmo período deste ano, o número chegou a 379.866.

Se considerada a média mensal, também houve queda no número de bueiros limpos. Em 2014, foram limpos 80.239 por mês. Este ano, somando os cinco primeiros meses, a média foi de 75.973.

Apesar de os números serem superiores à quantidade de bueiros da cidade, isso não significa que todos foram limpos mensalmente. Segundo a prefeitura, a periodicidade das higienizações varia de acordo com cada bueiro. Aqueles que são localizados em áreas com potencial de alagamento ou em regiões que recebem feira livre, por exemplo, são limpos com frequência maior, que pode chegar a uma vez por semana.

Os bueiros da rua Augusta próximos à rua Caio Prado, na Consolação (região central), são exemplos da falta de limpeza. Eles estão cheios de lixo e barro. Em um deles havia muita folhas e pedras. Outro problema é a boca de lobo muito estreita, o que impede a vazão da água.

Segundo a vendedora Carla Valéria, 35, que trabalha em uma concessionária na rua Augusta, os bueiros sempre entopem quando chove, e o cruzamento fica alagado. "Não temos nem como atravessar a rua".

A vendedora conta que o problema se agrava porque clientes dos bares da região não jogam no lixo as latas e garrafas de bebidas que consomem na rua. "Muitas vezes os garis não dão conta. Aí é só começar a chover para transbordar."

CONTRATO

O serviço de limpeza urbana, que inclui os bueiros e varrição de ruas, é feito pelas empresas Soma (zonas sul e leste) e Inova (norte, oeste e região central). O contrato foi firmado em dezembro de 2011 durante a gestão de Gilberto Kassab (PSD), com duração de três anos. No ano passado, a prefeitura cogitou abrir licitação para o serviço, mas voltou atrás e renovou o contrato com a Inova e a Soma por mais dois anos a um custo de cerca de R$ 70 milhões ao mês.

No site da prefeitura, há um cronograma de limpeza de bueiros da cidade a partir de junho deste ano com a data limite para execução do serviço. Nele, a reportagem encontrou atrasos em 11 subprefeituras da cidade.

Na Capela do Socorro (zona sul), por exemplo, um bueiro da avenida Irmã Dulce, que deveria ser limpo até 24 de junho, ainda consta como "programado", o que indica que está pendente. Quando feito, o serviço é indicado no site como "realizado".

Mesmo para os casos ainda sem atraso, moradores reclamam do tempo de espera. "Abri um chamado no dia 27 de junho e até agora nada. O bueiro vai transbordar na próxima chuva, se não limparem", diz a dona de casa Mariana Thais Silva, 74, que mora na rua Tanque Velho, Tucuruvi.

HISTÓRICO

A prefeitura afirmou que no inicio do contrato com a Inova e a Soma, a situação encontrada nos bueiros da cidade exigia limpezas mais constantes.

Em 2013, segundo a gestão municipal, houve um empenho maior em razão da temporada de chuvas intensas e, a partir de 2014, a conservação dos bueiros passou a ter rotina estabilizada. "É importante ressaltar que, de acordo com os contratos de serviços, todos os bueiros são limpos."

De acordo com a prefeitura, a fiscalização das empresas é feita com base em um plano de serviços executado semanalmente. "As subprefeituras devem checar se a limpeza é realizada a contento. Após vistoria, se o serviço não tiver sido executado, a empresa é notificada para fazê-lo em até 48 horas", disse. A Soma e a Inova não se pronunciaram.

Sobre os bueiros da região central citados pela reportagem, a Subprefeitura da Sé disse que são limpos mensalmente e a próxima limpeza será feita nesta quinta (16). No Tucuruvi, a subprefeitura afirmou que a limpeza é feita duas vezes ao ano e que próximo serviço está programado para esta sexta (17).

Para o engenheiro civil Julio Cerqueira Neto, da Poli-USP, em vez de reduzir, a prefeitura deveria acelerar o ritmo de limpezas de bueiros na cidade para aproveitar o período de poucas chuvas.

"Se a prefeitura tem que limpar os bueiros, a melhor hora é agora. Eles são importantes para a drenagem urbana. Se estão sujos, aumentam as possibilidades de alagamento. Não dá para deixar isso para os meses mais chuvosos", afirma.

Atenciosamente

Gerson da Cunha

Atenciosamente

Gerson da Cunha
13. Jul, 2015

Dinheiro investigado na Lava Jato pagava até prostituição de luxo

Recursos desviados da Petrobras incluiriam programas com mulheres “famosas” da TV

Do R7
O dinheiro desviado da Petrobras teria sido usado para pagar programas em um esquema de prostituição de luxo, que incluiria até mesmo “famosas da TV”. Os detalhes dos programas foram explicados ao MPF (Ministério Público Federal) e à PF (Polícia Federal) pelo doleiro Alberto Youssef e Rafal Angulo Lopez, seu emissor.

A revelação foi feita após os investigadores da Lava Jato questionarem os dois sobre os termos “artigo 162” e “Monik”, encontrados nas planilhas que registravam o destino do dinheiro desviado. Ambos os termos se referem ao pagamento de prostitutas, que chegavam a cobrar até R$ 20 mil por programa.

Ao todo, só em 2012, foram gastos R$ 150 mil na contratação de programas de prostituição. Em alguns casos, participavam famosas por exposição em programas de TV, capas de revista e desfiles de escola de samba. As informações foram divulgadas na edição desta segunda-feira (13) do jornal Folha de S.Paulo.

Nas planilhas, foram observados diversos valores lançados com custo entre R$ 5.000 e R$ 10 mil ligados aos termos das planilhas. O termo “artigo 162” se refere ao endereço de uma cafetina, responsável pelo agenciamento de garotas de programa para dirigentes da Petrobras e políticos.

13. Jul, 2015

Corinthians atropela o Flamengo no Maracanã

Principal estrela do Flamengo, até pouco tempo protagonista do Corinthians, Paolo Guerrero ficou de um camarote no Maracanã e assistiu, na tarde deste domingo, a derrota de sua atual equipe para seu ex-time, por 3 a 0. O peruano ficou fora da partida por conta de um acordo entre os clubes - assim como Emerson Sheik - e fez muita falta aos cariocas. Foi um completo atropelo no Maracanã. Sem nenhum tipo de dificuldade para o Corinthians.

12. Jul, 2015

RAPIDINHAS DO CORINTHIANS: EQUIPE DEFINIDA, MENDOZA NA MIRA DA ITÁLIA, 'MEDALHÕES' EM ATIVIDADE E REFORÇO NO ATAQUE

É hoje! Pela 13ª rodada do Brasileiro, o Corinthians encara o Flamengo, às 16h, no Maracanã. Neste sábado, o técnico Tite acertou os últimos detalhes antes do duelo e definiu a equipe que inicia o confronto. Além disso, o treinador do Timão também confirmou os relacionados para a viagem à cidade do Rio de Janeiro.

Mas outros assuntos movimentaram o noticiário alvinegro. O atacante corinthiano Stiven Mendoza tem chamado a atenção no futebol italiano. O Chievo mandará seu diretor esportivo ao Brasil para acompanhar de perto a situação do jogador. Veja também: Depois de um ano em negociação com Corinthians, patrocinador fecha com rival.

12. Jul, 2015

Crise faz presidente Dilma Rousseff demonstrar irritação

Agitada, andando em círculos e gesticulando muito, a presidente Dilma Rousseff olhou para os auxiliares e bradou, indignada: "Não sou eu quem vai pagar por isso. Quem fez que pague".

Ela estava furiosa. "Não devo nada para esse cara, sei da minha campanha", afirmou, referindo-se às suspeitas lançadas pelo empresário Ricardo Pessoa sobre as doações à sua campanha à reeleição.

11. Jul, 2015

REBELIÃO' NO CONGRESSO

Desde o anúncio do ajuste fiscal, no fim de maio, a presidente tenta negociar com o Congresso para que medidas que inflem os gastos do governo não sejam aprovadas pelos parlamentares.

Mas a desarticulação da base chegou ao Senado, com a aprovação do reajuste para os servidores do Judiciário e a extensão da política de reajuste do salário mínimo para todos os benefícios previdenciários, o que desnorteou o governo.

Dilma, por sua vez, minimizou a crise e disse que não vê as derrotas como "rebeliões" contra o Planalto. "Eu não chamo de rebelião votação no Congresso. Há divergências, a gente perde umas e ganha outras", disse. "Se a gente for fazer um balanço, nós mais ganhamos do que perdemos", completou.

11. Jul, 2015

CONFIRA O EDITAL DE LICITAÇÃO DOS TRANSPORTES DE SÃO PAULO

Prefeitura de São Paulo divulga edital de licitação dos serviços de ônibus

Frota base estipulada é inferior a 13 mil ônibus. Hoje são quase 15 mil operando na cidade.
A cidade de São Paulo deve ter menos ônibus após a licitação dos transportes municipais, mas a prefeitura promete aumentar o número de vagas e viagens com a colocação de veículos maiores, como superarticulados, e a reformulação de linhas.
A idade da frota não poderá ser superior a 10 anos para ônibus comuns, sendo cinco anos a média da frota. Para trólebus e outros tipos de ônibus com tração elétrica, a idade máxima de cada veículo pode ser de 15 anos.

Hoje a cidade de São Paulo possui aproximadamente 15 mil ônibus (14.770). A licitação prevê uma frota referência de 12.898 veículos de transporte coletivo.

Esta frota base é dividida de acordo com os grupos. Cada grupo possui diferentes lotes de linhas, de acordo com a região:
O total de veículos reservas estipulado é de 7% da frota para todos os grupos.

As linhas rurais não podem comprometer mais que 20% da frota em operação.

REMUNERAÇÃO E TARIFA:

As empresas de ônibus hoje possuem uma TIR – Taxa Interna de Retorno que varia entre 15% e 18% ao ano. O edital prevê um retorno de 9,97% ao ano, índice, que segundo a prefeitura é mais compatível com os atuais contratos de licitação. A taxa de retorno atual está prevista no contrato de licitação de 2003.

A licitação é pelo menor preço, ou seja, a SPE – Sociedade de Propósito Específico (que reúne as empresas) deve oferecer a proposta com menor tarifa. Não serão aceitas cooperativas.

A remuneração vai levar também indicadores de qualidade em consideração e deve ser dividia da seguinte maneira: 50% por passageiros transportados; 40% pelo cumprimento regular das viagens; e 10% por disponibilidade pontual da frota, item que inclui custo da prestação do serviço, as horas operadas, os quilômetros percorridos, por exemplo.

O valor de referência da tarifa muda de acordo com os lotes dentro dos grupos.

GARAGENS:

O edital exige das concessionárias dos serviços de ônibus que tenham garagens preferencialmente na região onde atuam.

Sob a justificativa de atrair empresários de outros municípios e até mesmo de outros países, já que a licitação é internacional, a prefeitura tornou de utilidade pública cerca de 50 pátios que hoje são das atuais empresas de ônibus.

Um cláusula no edital prevê que, se a vencedora de parte da licitação não tiver garagem própria, a prefeitura pode alugar ou vender o espaço:

“Na hipótese de a concessionária não dispor de local para abrigo, abastecimento e manutenção da frota operacional, bem como para realização dos serviços administrativos de apoio, o Poder Concedente disponibilizará, onerosamente, local com a mesma finalidade, para garantir a operação dos serviços.”

OS GRUPOS E LOTES:

– Grupo Estrutural: Reúne as linhas estruturais radiais (das regiões até o centro) e linhas estruturais perimetrais (ligando regiões, centralidades regionais sem passar pelo centro histórico) com ônibus maiores, por corredores ou vias de grande movimento, e menor intervalo. É dividido em quatro lotes operacionais e mais um lote específico que é o do Trólebus: a) Lote Estrutural 1 (E1): Área Operacional Norte; b) Lote Estrutural 2 (E2): Área Operacional Leste; c) Lote Estrutural 3 (E3): Área Operacional Sul; d) Lote Estrutural 4 (E4): Área Operacional Oeste; e) Lote Estrutural 5 (E5): Lote Especial Trólebus;

– Grupo Local de Articulação Regional: Liga bairros às centralidades regionais ou bairros até o centro da cidade sem passar por grandes vias. Será operado por ônibus menores. São nove lotes de serviços: a) Lote Local de Articulação Regional 0 (AR0): Área Operacional Central b) Lote Local de Articulação Regional 1 (AR1): Área Operacional Noroeste; c) Lote Local de Articulação Regional 2 (AR2): Área Operacional Norte; d) Lote Local de Articulação Regional 3 (AR3): Área Operacional Nordeste; e) Lote Local de Articulação Regional 4 (AR4): Área Operacional Leste; f) Lote Local de Articulação Regional 5 (AR5): Área Operacional Sudeste; g) Lote Local de Articulação Regional 6 (AR6): Área Operacional Sul; h) Lote Local de Articulação Regional 7 (AR7): Área Operacional Sudoeste; i) Lote Local de Articulação Regional 8 (AR8): Área Operacional Oeste

– Grupo Local de Distribuição: Será atendido por ônibus menores também dentro dos bairros. Podem levar até estações de metrô, trens ou terminais de ônibus nos bairros. Inclui as linhas rurais. São treze lotes operacionais: a) Lote Local de Distribuição 1 (D1): Área Operacional Noroeste; b) Lote Local de Distribuição 2 (D2): Área Operacional Norte; c) Lote Local de Distribuição 3 (D3): Área Operacional Nordeste 1; d) Lote Local de Distribuição 4 (D4): Área Operacional Nordeste 2; e) Lote Local de Distribuição 5 (D5): Área Operacional Leste 1; f) Lote Local de Distribuição 6 (D6): Área Operacional Leste 2; g) Lote Local de Distribuição 7 (D7): Área Operacional Sudeste; h) Lote Local de Distribuição 8 (D8): Área Operacional Sul 1; i) Lote Local de Distribuição 9 (D9): Área Operacional Sul 2; j) Lote Local de Distribuição 10 (D10): Área Operacional Sul 3; k) Lote Local de Distribuição 11 (D11): Área Operacional Sudoeste 1; l) Lote Local de Distribuição 12 (D12): Área Operacional Sudoeste 2; m) Lote Local de Distribuição 13 (D13): Área Operacional Oeste.

CONFIRA AS MINUTAS DO EDITAL NOS SEGUINTES LINKS:

Estas minutas e os anexos com os detalhes de cada linha podem ser consultados no site da Prefeitura de São Paulo no ícone “Licitações”

Grupo Estrutural

LICIT-Minuta-Edital-Estrutural

Grupo Local de Articulação

LICIT-Minuta-Edital-Articulacao

Grupo Local de Distribuição

LICIT-Minuta_Edital-Distribuicao

Também são possíveis consultas pelo site da SPTrans

http://www.sptrans.com.br/noticias/noticia.aspx?6599

CONSULTA E SUGESTÕES:

O edital fica disponível para consulta até o dia 10 de agosto, até quando a Secretaria Municipal de Transportes recebe sugestões e até mesmo críticas.

Depois desta data, a estimativa é de que as entre setembro e outubro a prefeitura receba as propostas das concorrentes. As empresas vencedoras devem ser conhecidas entre outubro e novembro, de acordo com previsão inicial, o que pode ser alterado dependendo do andamento da licitação.

As sugestões, opiniões e críticas devem ser dirigidas à Comissão Especial de Licitação, exclusivamente por escrito e protocoladas no setor responsável na Secretaria de Transportes, de segunda a sexta-feira das 09 h às 12 h e das 14h às 17h. O endereço é: Rua Boa Vista nº 236 – 8º andar – Centro – SP.

11. Jul, 2015

LICITAÇÃO EM SÃO PAULO vai alterar quase 30% das linhas

Com a criação de três grupos de serviços e redes de transportes, quase 30% das linhas de ônibus da cidade de São Paulo vão sofrer alterações com a licitação do sistema municipal. Já 58,3% dos atuais itinerários serão mantidos. Outros 12% são referentes a linhas de ônibus da rede da madrugada. Dos quase 30% de linhas alteradas, 6% se tratam de novos trajetos.

O edital, cujas minutas foram lançadas nesta semana, prevê aproximadamente 1,2 mil linhas de ônibus. Hoje a cidade de São Paulo possui 1.386 linhas, de acordo com a SPTrans.

As maiores alterações devem se tratar de seccionamentos, ou seja, de divisão das linhas. Segundo a prefeitura de São Paulo, além de cumprir a lei que determina a concessão de serviços públicos por meio de concorrência já que os contratados assinados na licitação de 2003 estão sendo renovados de forma emergencial, um dos objetivos do novo certame é reorganizar o sistema de transportes. Com isso, a prefeitura diz que sobreposições serão eliminadas, em grandes eixos só devem circular ônibus articulados e biarticulados e serão mais numerosas as viagens, principalmente dos grupos locais de distribuição e articulação, com itinerários mais curtos.

Como resultado, a população deve ter de fazer mais baldeações para completar a viagem. Hoje um trajeto que é feito com um ou dois ônibus pode demandar entre três e quatro transferências.

10. Jul, 2015

Daniel Alves confirma “não” a Guardiola e detona CBF em programa da Globo

epois de soltar o verbo em entrevista à ESPN Brasil no programa de entrevistas Bola da Vez, Daniel Alves gravou para o Altas Horas, de Serginho Groisman, na Globo. E fez parecido: entregou que a CBF não quis o técnico catalão Pep Guardiola, e também criticou duramente a entidade.

“Hoje em dia, acredito que a Seleção Brasileira é mais os jogadores do que qualquer outro poder'', declarou, segundo o site do programa. “Acredito muito na junção das coisas boas. Se elas não acontecem, normalmente refletem no alvo mais fácil, que somos nós jogadores'', reclamou.

Sobre Guardiola e o desinteresse da Confederação Brasileira de Futebol, reafirmou o que já havia dito ao canal esportivo na terça-feira: “tentei levá-lo até a CBF para que eles pudessem tomar uma decisão, se aceitariam ou não, e acabou que eles não aceitaram.''

“Fica um pouco no ar se, realmente, o futebol, os jogadores e o povo brasileiro são importantes para a CBF, às vezes, tenho um pouco de dúvida'', disparou o jogador, que ainda bateu uma bolinha no estúdio do programa global com a humorista e atriz Miá Mello.

Atenciosamente

Gerson da Cunha
10. Jul, 2015

Grupo explode caixa eletrônico em terminal de ônibus na zona sul de SP

Um grupo armado explodiu nesta sexta-feira (10) caixas eletrônicos localizados no terminal de ônibus Varginha, na avenida Paulo Guilguer Reimberg, em Parelheiros, zona sul de São Paulo. O barulho da explosão, por volta das 4h, assustou passageiros que esperavam o transporte coletivo.

Na fuga, os bandidos atiraram em uma base da Polícia Militar que fica ao lado do terminal de ônibus. Ninguém foi preso até agora e não há informações sobre os valores roubados.

Na madrugada de terça-feira (7), três pessoas roubaram um caixa eletrônico dentro de uma universidade no bairro do Tatuapé, na zona leste da capital.

Os bandidos renderam os vigias do campus da Unicid (Universidade Cidade de São Paulo) e entraram na instituição. Usaram maçarico para abrir o caixa eletrônico. Ninguém ficou ferido. As informações são do jornal FOLHA DE SÃO PAULO

Atenciosamente

Gerson da Cunha
10. Jul, 2015

Empresas terão que bancar wi-fi dentro de ônibus em São Paulo

As empresas de ônibus que ganharem a nova licitação dos transportes em São Paulo terão que investir R$ 22 milhões para implementação de sistema internet sem fio (wi-fi) dentro dos veículos.

Esse valor faz parte de um total de R$ 800,5 milhões que as viações terão que gastar para implementar uma central de controle de operações.

A informação consta do edital de licitação do novo sistema de transportes, publicado nesta quinta (9). As empresas terão 30 dias para enviar sugestões à prefeitura antes da abertura da licitação.

Com o novo sistema de transporte, a prefeitura pretende reduzir o número de miniônibus (41 passageiros) e aumentar em dez vezes os chamados superarticulados (171 passageiros).

Editoria de arte/Folhapress

A central de controle de operações deverá monitorar as partidas de cada ônibus por meio dos GPSs dos veículos para aferir os intervalos entre as partidas.

O prefeito Fernando Haddad (PT) quer terminar a concorrência para definir as empresas, que atuarão na cidade por 20 anos, até dezembro.

A prefeitura já tem desde o ano passado pelo menos cem ônibus com wi-fi.

O projeto experimental deverá ser ampliado com a nova licitação, com a meta de chegar a 2.500 veículos –de uma frota total de 15 mil– com o benefício até 2017.

O edital não deixa claro se, depois desse prazo, outros veículos também terão wi-fi.

A nova concorrência mostra que a prefeitura mudou as exigências de investimentos para as empresas na comparação com o atual contrato, vigente desde 2004.

À época, a principal obrigação era a construção de terminais de ônibus, cuja operação teria que ser bancada pelas viações. A ideia se mostrou inviável, o investimento não aconteceu dentro do previsto, e só metade dos 30 prometidos foi entregue -com dinheiro da prefeitura.

Segundo o novo edital, além de investimentos na renovação da frota, as empresas terão que priorizar a renovação de tecnologia.

A prefeitura quer um modelo em que seja possível colocar créditos do bilhete na própria catraca –hoje isso só ocorre em terminais, estações de metrô e postos da SPTrans.
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O wi-fi será instalado nos novos validadores do bilhete. Apesar do gasto, as viações poderão lucrar com a medida. Isso porque 15% da receita com publicidade de internet nos ônibus serão destinados à SPTrans (empresa que gerencia o transporte na cidade), que repassará dois terços disso às empresas.

10. Jul, 2015

Regras para concorrência de ônibus incluem participação de empresas suspeitas

A minuta do edital publicado pela São Paulo Transporte (SPTrans) para reorganizar o sistema de ônibus trouxe critérios que mantiveram na disputa empresas investigadas pelo Ministério Público Estadual (MPE) tanto por terem sido alvo de contratos fraudulentos firmados com a gestão Fernando Haddad (PT) quanto de ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Uma das suspeitas é que antigas cooperativas foram orientadas por agentes da prefeitura a se transformar em empresas para conseguirem provar que atuavam no ramo de transporte, demonstrando capacitação técnica, e assim continuar a operar na cidade. O texto traz brechas dizendo que empresas que existem há menos de um ano "poderão apresentar balanço patrimonial e demonstrativo de resultados que refiram a intervalos inferiores ao exercício social, desde que os mesmos estejam previstos no seu Estatuto Social".

O MPE aguardava a publicação do edital para verificar se essas empresas seriam favorecidas pelo edital. Os promotores do caso não foram localizados na quinta-feira (9) para comentar.

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".